quarta-feira, 22 de março de 2017

Monchique Bar

Poupada? Sovina? Talvez. A verdade é que gosto de, de vez em quando, dar uma espreitadela no site da Lifecooler e descortinar se tem alguma coisa interessante. Os preços baixos, a comida saborosa e as vistas agradáveis são alguns dos meus requisitos. Por isso, no outro dia, encontrei um voucher para lambiscar duas francesinhas por 8,90€. Claro que, no local, tivemos de pagar mais 5,00€ pelas bebidas e pelo café do Bruno. Confesso que, desta vez, a paisagem cativou-me muito mais do que o custo porque o espaço fica mesmo à beira do rio Douro. Pedi a opinião do meu namorado/noivo e ele alinhou de imediato. Sabe bem sair da rotina, nem que seja por um bocadinho. Decidimos ir no Domingo ao almoço porque, supostamente, ia estar sol e 22 graus. Mentira. O céu estava cinzento e o vento era frio. Só mais tarde, quando fomos dar uma volta a pé, é que o sol começou a aparecer um pouco. De qualquer forma, foi muito agradável. O restaurante tinha uma decoração muito gira. O interior em pedra e o embelezamento antigo, para mim, são pontos favoráveis. Adoro este tipo de lugares. O atendimento foi muito afável. A variedade de pratos e vinhos é enorme. A francesinha, em si, era simples. Não estava picante, como eu gosto, mas estava bastante saborosa. Nada contra a apontar. Juntamente com as batatas fritas, ficamos tão satisfeitos que nem tivemos coragem para pedir sobremesa. Resumindo, foi um Domingo muito bem passado.

Monchique Bar - Cais Das Pedras, Nº. 5 - Porto
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quinta-feira, 16 de março de 2017

Em 1989 nascia uma miúda, de olhos azuis e caracóis loiros. Era um ser frágil mas toda a protecção que lhe era dada pelos pais, fazia dela um ser forte. Visto que os seus dois primeiros filhos eram rapazes, ela era a menina do papá. A dedicação, o carinho, a alegria, o orgulho e o amor reinavam nos olhos daquele homem. Chega o ano de 1992, a criança tinha dois anos e quatro meses. Dias escuros invadem a vida daquele anjinho; o pai partiu para sempre. Leucemia; maldita. Odeio-te. Sim, Domingo é o Dia Do Pai. Para mim, sempre foi um dia diferente do habitual. Nunca comprei um presente, nunca organizei um almoço; nunca pude. Mas, na escola primária, era obrigada a fazer os presentes típicos para entregar ao nosso progenitor. Detestava. Não tinha a quem os dar; ficava triste. Guardava; vou guardar sempre. Faz parte de mim; da minha história. Este é um deles; uma escova decorada. Faço contas aos anos que já passaram e só consigo dizer que o resultado são anos a mais. Não sei dizer se o que sinto são saudades porque não me lembro dele; e isso dói muito. Nunca chamei pai a ninguém. Essa palavra nunca fez parte do meu vocabulário diário. Estranho, não é? Quem me dera entender o que sinto em relação à falta que ele me faz. São tantos beijinhos em atraso.

terça-feira, 14 de março de 2017

Sinto; sinto que me estou a perder. Por entre milhões de possíveis trevos de quatro folhas, deixo-me ficar para trás. Perco a noção daquilo que sou capaz de conquistar e tudo fica mais enevoado; sombrio. Os amuletos que vejo, lá no fundo, querem ajudar-me e eu não consigo aceitar pegar-lhes. Porque será tão difícil esticar-lhes a mão? Porquê? Decaio; consinto. Amargo; suporto. Mas, sei que não irão desistir de mim. Um dia, hei-de ser forte; saberei entregar-me. E, num mundo melhor, a magia de um talismã da sorte ainda resistirá; imaculado.

sexta-feira, 10 de março de 2017

RO

Quando recebes uma mensagem destas, de uma amiga tua, não tens motivo nenhum para recusar o convite. [Quer dizer, eu até tenho um; estar desempregada.] "Olá Dianita, estás boa? Tenho que te levar a comer ramen, uma espécie de sopa japonesa, com carne, noodles e afins... Acho que vais gostar! Eu adorei, é tudo saboroso, desde as entradas às sobremesas! Quando quiseres dispor de 20 euritos, comunica... É no Porto e chama-se RO! Procura no Facebook... Tenho que te levar lá, gostas de coisas diferentes e isto é divinal! Beijinhos." Passados uns dias, tive a ideia milagrosa de aproveitarmos para ir no Dia Internacional Da Mulher. Nada melhor do que assinalar o momento, com uma coisa nova, não é verdade? Assim que chegamos, não pude deixar de reparar na decoração simples; mas encantadora. Um pequeno candeeiro, em cada mesa, transporta-nos para um lugar muito charmoso. Passemos às entradas, sim? Decidimos saborear o atum picante, com lichias e sésamo. A mistura foi servida numa taça, perfeitamente bem temperada, com umas folhinhas de algas para fazermos uns rolinhos recheados. Para beber, pedimos um ro hai, sem álcool, de morango, baunilha e hortelã; uma delícia invulgar. Surgiu a parte essencial; eu escolhi um ramen tantan, composto por noodles, cachaço de porco, porco picado, sésamo, chili, ovo, ceboleto e nori. Fiquei, extremamente, bem impressionada. Uma espécie de "sopa-refeição" japonesa, saciante, nutritiva e apetitosa. Para a sobremesa, preferimos uma cookie sandwich de gelado soft de leite, para completar um banquete, absolutamente, magnífico. A minha carteira ficou mais pobre 22,25€; um pouco caro para o meu gosto, devo confessar. Mas, no final, valeu a pena.

RO - Rua Ramalho Ortigão, Nº. 61 - Porto
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sábado, 4 de março de 2017

Escondo-me atrás da máscara da escrita para expressar aquilo que não consigo verbalizar.

quinta-feira, 2 de março de 2017

The Great Wall

Fui informada, pelo meu namorado/noivo, de que o nosso ano será passado em salas de cinema. Pelo que parece, vão estrear uns "trinta filmes"; palavras dele; que adora. Não sei se a minha carteira vai aguentar esta paixão assolapada; devastadora; do meu príncipe encantado. Neste feriado, quis ver o The Great Wall, para a semana quer ver o Logan; e nos dias seguintes já tem outra ideia. Sinceramente, não me importo porque adoro a cinematografia e temos gostos muito parecidos, graças a Deus. Relativamente à obra que vimos na terça-feira, não tinha uma grande expectativa mas, na verdade, adoro o trabalho do Matt Damon. É um dos meus actores preferidos. Na minha opinião, é uma produção de enorme qualidade. Trata-se de uma, das muitas, lendas relacionadas com a Grande Muralha [China]. Como é lógico, não quero contar tudo para não destruir o interesse de quem ainda não viu. Mas, posso dizer que a narrativa resulta da busca de um bem secreto, por parte de dois mercenários que, sem querer, acabam envolvidos numa luta contra criaturas malignas e poderosíssimas. Um relato de lealdade; confiança; que cativa pela beleza e pela história do país. Quanto ao Logan, visto que têm dito que é o último "Wolverine" de Hugh Jackman; e pelo que vi no trailer, aparece uma menina com as mesmas características do que ele; será que a jovem com garras de adamantium será a próxima estrela da sequela? Acho que vamos ter de esperar para ver, não é?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Mais um momento, mais um dia, mais uma etapa, mais uma força. Um pôr-do-sol interminável, um luar inesgotável, uma história inacabada. Que rasga o escuro, que penetra o solo e perfura o céu. Que impõe a sua influência; manifesta-se, mantém-se viva. Surge, acontece, sente-se.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Casa Das Arepas

Conhecem o blogue da Inês? Se não conhecem, deviam conhecer. Ela faz críticas espectaculares sobre as suas experimentações gastronómicas em restaurantes, pela zona do Porto. E, foi através de uma dessas opiniões que decidi ir à Casa Das Arepas. Há três semanas, li o texto sobre a sua prova e fiquei cheia de vontade de experimentar. No Sábado, eu e o meu namorado/noivo fomos lá jantar. A minha curiosidade por conhecer a culinária de outros países é enorme. Neste caso, a Venezuela já me transmitia um certo interesse porque tenho um primo que é casado com uma mulher originária do país. Resolvemos provar os tequeños; rolinhos de massa folhada recheados com queijo mozzarella; e ficamos deliciados. Em seguida, passamos ao tópico principal da nossa ida, o Bruno escolheu uma arepa típica, a Bolívar, composta por feijão preto, bacon e mozzarella. Eu optei pela San Cristóbal, adaptada aos nossos pratos, constituída por leitão assado à bairrada, molho de leitão e cebola crocante. Adorámos. O pão é formidável; feito com milho moído ou farinha de milho e pode ser frito ou assado. A sobremesa já tinha "evaporado"; não pudemos degustar. Tínhamos lido que, quem fosse adepto das redes sociais e publicasse uma fotografia da sua refeição, tinha direito a um café gratuito mas, no final, nós não tivemos a mesma sorte. De qualquer forma, foi uma experiência muito positiva. Gostámos muito dos sabores e o preço esteve dentro do agradável.


Casa Das Arepas - Rua Da Picaria, Nº. 25 - Porto
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